Seis pessoas ligadas a uma boate do bairro Sítio Cercado, em Curitiba, foram presas pela Polícia Civil suspeitas de extorsão e cárcere privado. Segundo as investigações, o grupo impediu que um cliente deixasse o estabelecimento até que pagasse cerca de R$ 30 mil.

Os suspeitos alegavam que a vítima devia essa quantia pelo consumo de cocaína e bebidas alcoólicas entre quinta (16) e sexta-feira (17) da semana passada. A situação foi encerrada apenas nesta segunda-feira (20), com a prisão dos suspeitos. A polícia não confirma se o homem devia esse valor ou se o grupo se aproveitou da situação para extorqui-lo.

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O cárcere privado durou quatro dias. “O local estava fechado. Ele estava com uma acompanhante no quarto e dois ou três seguranças mantinham a porta chaveada”, explicou o delegado Rinaldo Ivanike, do 10.º Distrito Policial (DP). As ações de resgate contaram com o apoio do T.I.G.R.E., grupo especial que atua em casos de resgate, sequestro e negociação.

Ainda durante a madrugada de sexta a vítima foi autorizada a usar o celular para pedir dinheiro à família. O homem trocou uma série de mensagens com a esposa. Ele pede pra que ela não fale sobre a situação com ninguém e se desculpa pelo uso de drogas e bebidas.

“A família chegou a ir até a boate, mas foram informados que ele só sairia quando pagasse tudo o que diziam que ele devia”, contou Ivanike. Segundo a Polícia Civil, a família decidiu procurar a delegacia dias após o início do cárcere com medo de que o grupo pudesse mata-lo.

Depois de acionada, agentes do 10.º DP e do Grupo T.I.G.R.E. começaram as negociações. “O local estava fechado e o segurança não quis deixar a polícia entrar. Negaram que houvesse alguém trancado”, disse o delegado.

Foi depois de muita negociação que os policias conseguiram entrar no recinto, liberar a vítima e, então, efetuar as prisões em flagrante.

Os presos

Foram detidos pela polícia Felipe Pedroso Canedo de Oliveira, de 21 anos, Bruna Teixeira Diniz, 23, Ana Claudia dos Santos Valentin, 28, Cristiane de Souza Paiva, 32, Saulo Nunes Guimarães, 37 e Catia Alves, 37.

Eles devem responder por extorsão e cárcere privado, com o agravante de terem mantido a vítima ‘refém’ por mais de 24 horas. O grupo segue detido à disposição da Justiça.

(Massa News)

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