A juíza Tatiane Moreira Lima, do Setor de Atendimento de Crimes da Violência contra o Infante, Idoso, Pessoa com Deficiência e Vítima de Tráfico Interno de Pessoa (SANCTVS) de São Paulo, condenou na terça-feira (14) o líder de uma igreja evangélica a 44 anos, 10 meses e 28 dias de reclusão, a ser cumprido em regime inicial fechado.

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Ele é acusado de abusar sexualmente por diversas vezes, entre os anos de 2015 e 2018, de pelo menos três fiéis de sua igreja, sendo dois menores de idade. Segundo consta nos autos, o réu alegava a incorporação de um suposto anjo que livraria os jovens de pecados que eles julgavam cometer. Com o passar do tempo, as vítimas acabaram se encontrando, trocaram informações entre si e decidiram denunciar o caso à polícia. Mesmo com ameaças do réu, os abusos chegaram ao conhecimento das autoridades e o pastor acabou sendo preso e processado.

Em sua decisão, a juíza julgou que é indubitável, diante do conjunto probatório, que o acusado praticou atos libidinosos mediante fraude. A magistrada ressalta ainda que, embora inexista testemunha presencial dos fatos, pois se trata de crime praticado às escondidas, a palavra das vítimas é suficiente. “É inconteste que os fatos aqui relatados não poderiam ser fruto de mera imaginação infantil”, escreveu ela. “As minúcias tecidas pelas vítimas acerca do ocorrido, tanto em juízo quanto em sede policial, apresentam peculiaridades que somente quem foi submetido a situações dessa natureza seria capaz de relatar.”

Cabe recurso da decisão. O réu, segundo a Justiça de Sâo Paulo, não poderá apelar em liberdade.

(Aconteceu no Vale)

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