Não há sobreviventes entre os 157 ocupantes do avião Boeing 737 MAX 8, matrícula ET-AVJ, da Ethiopian Airlines, que caiu na manhã deste domingo, (10 de março), com 149 passageiros e oito tripulantes a bordo, confirmou a companhia aérea num comunicado distribuído ao princípio da tarde em Addis Abeba, sede da companhia.

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A aeronave com apenas quatro meses de serviço (número de série de fábrica 62450) tinha sido entregue à companhia etíope no passado dia 15 de novembro de 2018. Viajava de Addis Abeba, capital da Etiópia, com destino a Nairobi, no Quénia. A companhia referiu numa primeira informação sobre o acidente que o aparelho descolou pelas 08h30 locais (05h30 UTC), tendo a torre do Aeroporto de Addis Abeba perdido o contacto com a aeronave pelas 08h44 (05h44 UTC). Outras informações indicam que a aeronave terá caído seis minutos após levantar voo. Gravações do ‘FlightRadar24’ indicam que o avião fazia uma subida irregular até cair antes de atingir a altitude de cruzeiro.

(O avião que se despenhou neste domingo, dia 10 de março, após a descolagem do Aeroporto de Addis Abeba, capital da Etiópia. Foto © Preston Fiedler/Planespotters.net)

As brigadas de busca e resgate chegaram ao local do acidente cerca de duas horas depois, tendo-se deparado com um cenário devastador: uma grande cratera no terreno provocada pelo impacto do avião, cujos destroços e despojos humanos se encontravam pulverizados no solo. O presidente executivo da Ethiopian Airlines, Tewolde Gebremariam, acompanhou as equipas de resgate no terreno. A foto de abertura desta matéria, repetida no texto, permite uma visão panorâmica do triste cenário do desastre.

Os passageiros que seguiam a bordo, cuja lista ainda não foi revelada, são de 33 nacionalidades, adianta o segundo comunicado da companhia aérea. A rota aérea entre as duas capitais, da Etiópia e do Quénia, tem sete voos diários (ida e volta) repartidos entre as duas companhias de bandeira, a Ethiopian e a Kenya Airways, respetivamente.

Este é o segundo acidente fatal com um Boeing 737 MAX 8, um avião novo, que foi lançado pela fábrica norte-americana no início de 2017 e que é dos mais vendidos e mais utilizados no segmento de médio curso para transporte de passageiros. O primeiro acidente com este tipo de aeronave ocorreu em 29 de outubro de 2018, com um avião da companhia indonésia Lion Air, no qual morreram os 189 ocupantes.

O primeiro voo comercial do B737 MAX 8 foi realizado pela Malindo Air, da Malásia, em maio de 2017, uma subsidiária do Grupo Lion Air.

 

(newsavia)

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